| notas dos encontros sobre sonhos com José Luis Balestrini & Sidarta Ribeiro |
SONHOS | NEUROCIÊNCIA | JUNG | PSIQUE | SÃO ROQUE 2021
B é o livro de frans de waal "a era da empatia"
B edgar morin - o homem complexo
B enantiodromia
B conceitos básicos e resumidos de jung - murray stein "o mapa da alma"
visuais
a segunda parte foi uma análise de sonhos centrada em passos de uma metodologia junguiana apresentada pelo josé, profunda. (hoje 29/04 relendo esse trecho fico aliviada de conhecer melhor o que ele pensa sobre a tal suposta metodologia, talvez porque se enquadre no que eu havia percebido desde minhas leituras hillmanianas, junguianas e como analisada, artística, encontrante da adriana (a psi do coração) – ainda assim me instigou a iniciar a leitura real e sistemática das obras completas – o que é um grande presente vindo desses encontros) o fato de ser coletiva e a reação do processo da sonhadora me recordou quando estive em uma imersão coletiva de análises no que talvez eu poderia chamar de metodologia intuitiva xamânica – aconteceu na comunidade de piracanga em 2016 – isso é outro papo!
diário: foi incômodo ouvir tantas vozes destoantes do que sentia e imaginava dentro do que podia ser aquele sonho para a sonhadora, os questionamentos e evocações lúdicas eram divertidas no grupo, ainda que me provocavam infinidade de questionamentos de que se uma criança sonhou aquilo, afinal ela contou um sonho de criança, sentia algo que precisava ser visto, quizás ouvido, mas só o era naquele agora.
o processo seguiu, me instigava, intimamente flanei com os passos do método e as falas que poderiam sair de mim eram expressas por alguém. não fazia falta falar.
segui observando, escutando e entrei no processo, ainda que em silêncio. a sonhadora foi incrível, as pessoas que abrem seus sonhos em grupos são de uma coragem inimaginável, profunda e bela. eu me questionava, poxa, tanto tempo com meus sonhos, lendo, escutando e vendo sonhos alheios e como essa forma jungbalestriniana me atraiu, e sobretudo, coletiva, o mais complexo. sem jogo de palavras aqui, mas a complexidade dos encontros, da realidade e do coletivo tem me trazido mais à terra, e já me dou conta dos processos terapêuticos que esse grupo tem me despertado. a sonhadora (não exponho os nomes por razões acordadas entre a gente) é uma dessas carinhas do zoom que quando me lembro dela, dou um sorriso! gracias!
gosto mais de hillman que de jung, gosto de jung de forma torta, resposta a jó, o segredo da flor de ouro, o livro vermelho e o clássico o homem e seus símbolos – hoje especificamente venho de uma imersão em encontros virtuais com andrew samuels . assim como nas artes decidi algum dia que a minha técnica era a liberdade me afastei de qualquer metodologia da psique, ou intensa compreensão delas, para evitar as prisões. mas essas decisões de nada são libres, samuels me lembrou disso e de alguma forma tem me ajudado nessas liberações e elaborar métodos tão idiosincrásicos quanto a vida
ainda assim considero os sonhos minhas ferramentas. mas talvez eu tenha mudado de ideia. de vez em quando mudar de ideia é bom, quero saber essa metodologia – decidi ler a obra completa de jung, em espanhol, por questões que não explicarei agora – mas acho que essa decisão faz parte de uma metodologia que estou criando, o tempo dirá -. ao final de tudo me lembrei da máquina de abraço de temple grandin, sincronicidade é cair no vídeo onde ela mostrava seu livro “Thinking in Pictures”, mas isso é para outro dia.
benjamim, beija mi, me beija
há alguns anos eu havia lido em um livro a descrição de uma obra que me marcaria vitalmente.
sem se quer imaginar que essa obra estaria tão próxima de mim em algum momento, não tinha a menor lembrança visual de ter visto alguma fotografia dela – a foto acima foi a que cliquei
já vivendo na catalunia, é provável que foi em março de 2017, ouvi uma descrição tão magnífica sobre aquele monumento, foi salvador juanpere, escultor e professor na universitat de barcelona, que me apresentava a história artística daquele lugar do mundo. da mesma forma não me lembro da visualidade da obra, mas sim que era inesquecível a sensação de querer conhecê-la e de como ele a descrevia com magnitude. a intensidade do relato de salvador me fez rememorar o livro de massimo canevacci, sobre os fetichismos visuais, que só quando estive no brasil no verão de janeiro ao sul de 2018 é que reli o texto e me surpreendi novamente, com um desejo de que aquilo eu pudesse experimentar logo – isso me fez lembrar agora do que aconteceu no último final de semana, contei um sonho que tive a Alice, minha sobrinha de 3 anos, e era um sonho muito lindo, acho que o relato que fiz foi tão instigante que despertou nela, que dizia não sonhar, a vontade de experimentar aquilo que relatei! fato é que ela me disse que precisava descansar, foi para cama por 5 minutos e quando voltou me contou sorrindo, feliz, seus olhinhos brilhavam e me contou um sonho muito parecido com o que havia contado à ela! como não amar esses sonhos diurnos, inventados, projetados e os desejos das experiências relatadas com tanto entusiasmo!?
ao final desse mesmo ano, com la negra, fiz o recorrido mítico iniciado naquela fronteira áspera, era novembro, chuvas e possíveis tramontanas ao norte, o início precisava ser port bou, a alma não permitia um desvio naquele momento. há infinitas histórias, e belos encontros, vitais.
poderia dizer que desses encontros mil, cabezas cortadas, pau riba, tiana e o mediterrâneo se descolonializam e alisam a alma tropical que doía.

CONSCIENTE
- percepção
- ego – fragilidade do ego – S. questionou sobre o fator da adaptabilidade e eu me lembrei The Soul´s Code: In Search of Character and Calling ,1997 de james hillman onde essa poesia imagética se compõe
- centro da consciência, mas não é o todo (pode dissociar-se dela sem ser de forma patológica)
- base somática do ego
- alguns animais possuem self conscious (golfinhos, grandes símios, baleias, elefantes, talvez alguns pássaros) dica
- egosintonia & egodistonia
- se ele está no “controle” ele pode estar em dúvida – é reflexivo
- “sonho é uma obra de arte da psique” B.
- símbolo – união consciente e inconsciente – possibilidade curativa, para o hillman
INCONSCIENTE
- inconsciente pessoal
- não é espelhado pelo ego
- que foi esquecido, reprimido, mas ainda pode aparecer
- inconsciente coletivo
- possibilidade hereditária do pensamento psíquico – arquétipos
- arquétipos – não é a imagem!
- filogenética de percepção de padrões de ações no mundo
- a complexidade do homem complexo de edgar morin do homem complexo
- compensação entre os dois lados consciente <-> inconsciente – taoísta – enantiodromia
- relação consciente & inconsciente
- sistema de compensação
- sonhos
- fantasias (imaginação)
- produção criativa
- atitude contrastante no ambiente social (gostei de usar esse termo, não usado em curso, me parece dar uma imagem de que esse contraste é algo do que se destaca, de iluminação, sombras, saturações diferentes, o que difere, e gosto por ser um termo que não julga!)
- sintomas físicos e psíquicos
- a manifestação simbólica independe da vontade


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