antenas | james hillman | chico science

“Procurando antenar boas vibrações
Procurando antenar boa diversão”

Chico Science já cantarolava sobre as antenas, de outros mundos, mundos brazis que agora atravessam a alma nos dias invernais do hemisfério norte. uma ode a recife, um paulistano canta junto nesse enlace que coloquei, nomes, arnaldo antena antunes.

longe de Chico, ou mais perto que nunca, ainda americana, no dia seguinte a essas criações visuais saltarem aos meus olhos em uma trilogia pelas redes antes sociais, soltei as imagens antenáticas e mescladas ao fluído do coração, aquosas em papeis de arroz, sensíveis ao riso e a dor, amáveis ao toque. lendo o livro de Hillman e Ventura vem a frase:

” Primero, el arte forma la locura antes que reprimirla. Segundo, el arte opera a menudo como la antena sensible de la justicia social y la indignación moral, manteniendo el espíritu alerta ante la hipocresía, la gazmoñeria, la represión y el patrioterismo. Y tercero, el enemigo fundamental de todo arte es la mediocridad.”

O livro é “Cien Años de Psicoanalisis y todo sigue igual”, meu retorno hillmaniano depois de tanta dedicação junguiana!

Hillman é esse ser, em estado puer, um fazedor de coragens, ativador de desplazamientos, um americano na psicologia profunda, um saltamontes que nos apresentou a psicologia arquetípica, e que vezes mais e vezes outras não cruza além do que os anteriores nos trouxeram, mas traz um olhar mais nosso, mais americano, mais poético para gente como a gente. e esse livro faz parte dos meus livros para o respeito com o processo analítico e sua beleza, sua forma iconoclasta de ouvir e de dar espaço-tempo para que quem se aproxime seja quem seja, em sua essência mais profunda, doa a quem doer e ame a quem se amar.

Hoje também ouvi de Roberto Gambini uma forma linda de falar sobre a psicologia arquetípica, do quanto ela entra pelas portas dos fundos. Hillman é esse, atravessador das almas e das imagens da psique que pula janelas, nos ensinou a deitar na rede e dar um espaço mais nosso para elas. Jung também o fez, e Hidelgarda Von Bingen também e tantos outres o fizeram. Rafael López-Pedraza dizem que foi responsável por essa abertura poli a Hillman na Suíça, Pedraza, esse venezuelano.

Cito nomes só para fazer minha ode antenática de que a profundeza de Jung em nos passar de forma psíquica um acúmulo de saberes é sábia e uma vida dança para permear suas raízes, folhas, frutos. Rizoma. Por outro lado, como me tranquiliza a antena Hillmaniana para aproximar-me daquelas pessoas que buscam na psicologia uma busca de si, de suas imperfeições, seus baixos e seus altos. Pessoas imaginantes que se aproximam.