Lunes es día de la luna. Aquí, en las Españas, ella crece. Las estaciones se rigen por el sol, mientras que… “Quanta coisa difícil de explicar”: el partido de Milei gana las elecciones en Argentina.

Intenté por dos horas crear una publicación para mi Instagram profesional —pero no ha salido nada. Intentaba hablar de Cartola, de Lorca, de Jards y de Luiz, pero nada salía de mí que me agradara.
Aun así, había también un Blake, de esos que te alejan hasta del ego.
—Robert Plant era artista de la Warner —me cuenta Alfredo.
—” Dreams cover much time, still they leave blind the will to begin” Polly Come Home
—Mi amor, quiero ir a Londres: Alfredo disse.
Me acordé de William Blake.

Vamos falar de Teoria das Cores — ou de formas de ver o mundo.
Ao chegar em Barcelona, iniciei prontamente meus estudos sobre simbologia e, em seguida, um mestrado em artes.
Durante todo esse tempo, vivências do mundo se apresentaram — misturadas, em meio às cosmovisões vamos nos encontrando e desencontrando, seguimos.
Esses são os contatos imediatos de todos os graus.
Isso é cosmovisão.
Para Blake, Londres — sua cidade — era um lugar de realidade espiritual profunda, de empirismo místico e materialismo visionário.
Retornamos à Barcelona

O trabalho que apresentei foi a obra instalação AmarEla. Desse campo, e desde os estudos iniciáticos em Azul, e orientada pelos olhos de Àngels Viladomiu, segui o caminho até Goethe e sua Teoria das Cores.
Algo que dançava com as formas de descobrir mundos: a percepção das cores numa nova cidade não era mais newtoniana, e a cidade era a cidade matéria e psique. Sou filha das matemáticas, das racionalidades no mundo, mas não é do pessoal que escrevo, é do zeitgeist.
Newton e Goethe são distintos cosmos. Voltamos a Blake, o gravador e poeta inglês que realizou esta obra sobre Newton — nu na natureza do mundo, mas com seu compasso. Blake considerava a forma newtoniana de ver o mundo ingênua.
Encontrei um texto lindo de Alan Moore sobre a relação com o Newton de William Blake e achei justo deixar aqui um trechinho
“Blake absorveu a lição de que, para apresentar suas visões chocantes e incendiárias sem concessões ou retaliações, ele deveria primeiro criar um código, uma linguagem — uma mitologia, um sistema próprio — tanto em sua pintura quanto em sua poesia, um discurso sagrado que pudesse se mostrar imune ao profano.”
Sobre essa imagem de Newton, Alan Moore segue:
“Blake, possivelmente, praticava uma espécie de fotografia espiritual de baixa tecnologia, com a intenção de capturar o glamour de um indivíduo — o que essa pessoa significava, em vez do que ela era, ou parecia, ou como se apresentava.”
Apesar das consequências revigorantes que a influência de Newton teria para uma indústria então incipiente, Blake descreveria, em outro lugar, esse manto rígido e reducionista como ‘o Sono de Newton’, um sono insensível à visão ou à restrição ética, sob o qual parecia que o mundo havia caído.”
Blake era um respiro ao materialismo que se instaurava, assim como Goethe…e talvez como o não menos polêmico biólogo Rupert Sheldrake o qual deixo um trecho de sua entrevista, sobre Blake, aqui.
Enquanto isso, Barcelona segue sendo profanamente espiritual no meu coração!

Lunes, o dia em que o ego foi passear!
